terça-feira, 6 de julho de 2010

O corte de cabelo mais adequado


Depois que o bebê nasce, você tem pouquíssimo tempo para cuidar dos cabelos - pentear, ajeitar, hidratar. Por causa disso, uma atitude para lá de comum nessa fase é ir a um salão e cortar, bem curtinho. Mas será que essa é a melhor alternativa? Muitos cabeleireiros dizem que não. O ideal, segundo eles, é optar pelo visual que tenha praticidade e tudo a ver com o rosto e o estilo da mamãe. Confira, então, as dicas desses profissionais para manter os fios em ordem mesmo no pós-parto.

Por Shâmia Salem

Depois de dar à luz, muitas mulheres acreditam que tosar os fios é a melhor saída para não perder tempo com o cabelo - e poder se dedicar totalmente ao bebê. Ledo engano. Os especialistas são unânimes em afirmar que o curtinho nem sempre é um sinônimo de praticidade. "Diferentemente do que muita gente pensa, o estilo joãozinho não dispensa pente, hidratação regular e finalizadores. Além disso, é preciso cortá-lo a cada 20 ou 30 dias, no máximo, para ficar sempre bonito", avisa o cabeleireiro Eron Araújo, do salão Studio W Iguatemi, em São Paulo. Como regra geral, o cabelo prático é aquele que você pode prender para disfarçar os fios sujos, ressecados ou sem corte. "Por isso, sempre indico o comprimento médio e sem franja, que é outra coisa que dá um trabalhão. E isso vale para lisos, crespos e ondulados", completa o cabeleireiro Fernando Cassolari, do salão Ricardo Cassolari, em São Paulo.

Quando a mulher está com um recém-nascido em casa, Eron Araújo jura que só pega na tesoura depois de ter uma boa conversa com a mãe. "Na ânsia de resolver o problema, elas se de analisar se o corte vai combinar com o rosto e o cabelo. Daí, podem se arrepender e, geralmente, a única opção é esperar que o cabelo cresça", alerta o expert.

Para que nada disso aconteça com você, levantamos os melhores cortes para curtos, médios e longos, seja qual for a textura deles, e a saída ideal para quem não abre mão da franja. Vale lembrar que os cortes, mesmo os mais práticos, duram cerca de três meses.

Curto
Só vale a pena se for desconectado, com as pontas superdesfiadas com tesoura ou navalha, o que ainda imprime ousadia e liberta da preocupação de deixar os fios alinhados. "Caso contrário, prepare-se para viver às voltas com pomada, gel, musse e companhia e bater ponto no salão a cada 20 ou 30 dias, no máximo, para manter as linhas do corte", alerta o cabeleireiro Robson Trindade, do salão Red Door, em São Paulo.

Médio
O comprimento nos ombros é o mais aconselhável para quem é mãe, já que dá para fazer todo tipo de penteado: coque, trança, rabo de cavalo - curingas para aqueles dias em que não dá tempo de lavar a cabeça. Para ficar atual, a base deve ser reta e o comprimento, repicado, feito com as mechas a 45 graus e começando na altura do nariz. Esse picote confere um ondulado suave e volume sob medida quando os fios secam ao natural, só com um leave-in. "Desfie as pontas para dar mais leveza aos crespos ou volumosos e as camadas para obter o mesmo efeito nos lisos ou grossos", ensina Fernando Cassolari.

Longo
Esqueça o corte geométrico, feito em linhas retas, a não ser que você queira bater ponto no salão a cada 15 dias! O segredo do sucesso é cortar as mechas, levantando-as a 90 graus, e começar a tosar a partir do queixo. "Quem tem bastante cabelo pode fazer três ou quatro camadas, mas, se ele for ralo ou fino, duas são suficientes", afirma Eron Araújo. E atenção: quanto menos certinho for o repicado, maior a praticidade, já que não revela a perda de corte tão cedo.

Franja
Fuja dela, principalmente a do estilo cortininha, que tem base reta e cobre a testa, ou se o seu cabelo for crespo ou ondulado - o risco aqui é você ter que escová-la diariamente para mantê-la no lugar. "Para quem não abre mão desse look, a melhor opção é a diagonal, que começa na altura dos olhos e vai até o nariz ou o queixo, porque dá para prender atrás da orelha ou com um grampo", aponta Eron Araújo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário